O que são Vinhos de Boutique?

Quem começa a beber vinho e arrisca uns rótulos diferentes, vira e mexe se pergunta: o que tem a ver Boutique com vinhos? E a maioria não entende mesmo. Bom, essa nada mais é que uma classificação para vinhos produzidos em pequena escala e com apelo diferenciado.

Embora, no início da utilização do termo, os vinhos de boutique estivessem associados aos vinhos de garagem, eu hoje acredito haver uma sutil diferença entre ambos. Vejam bem: tudo coisa da minha cabeça, tá? Nada posto em publicações e artigos científicos.

 

Vinhos de Boutique e Vinhos de Garagem

Nos anos 90,  o jornalista crítico de vinhos Michel Bettane publicou um artigo na revista Revue des Vins de France fazendo menção ao “vinho produzido na garagem” e, nessa ocasião, teceu elogios aos vinhos que o francês Jean-Luc Thunevin produzia em sua casa.

E desde que, logo após a publicação, o crítico de vinhos Robert Parker definiu como vin de garage os tais vinhos produzidos por Jean-Luc Thunevin, esse termo passou a ser empregado por aqueles que produzem, de forma artesanal, vinhos em sua residência.

Tá. E onde entram os Vinhos de Boutique propriamente ditos?

O que muda, no meu entendimento, são as técnicas empregadas. Um vinho de boutique talvez opte por modernizar um pouco mais o processo produtivo.  No entanto,  a essência de se extrair o melhor que cada uva pode proporcionar permanece em ambos os casos.

Aqui no Brasil temos algumas vinícolas de Boutiques que são realmente sensacionais, algumas até nem possuem vinhedos próprios, decidem por comprar uvas selecionadas de pequenos produtores, como é o caso da Enos Vinhos de Boutique.

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Degustação da Enos –  Produção menor e com alta qualidade

A mais conhecida das nossas Vinícolas de Boutique talvez seja a Lidio Carraro, que adota uma filosofia definida por eles como “purista”.

Reparem que esse termo nada tem a ver com “naturais”. O “puro”, nesse sentido, está empregado para definir que as uvas terão o mínimo de contato, interferência e manipulação possivel. Os vinhos da Lidio Carraro também não estagiam em barricas, apenas em tanque inox.

Eu gosto bastante e sempre tenho algum rótulo deles aqui em casa. É relativamente fácil encontrá-los em lojas de vinhos. A carta da Lidio é bem ampla, agradando aos mais diversos paladares.

(Veja como foi a minha visita à Vinícola Boutique Lidio Carraro clicando aqui)

Recentemente, a convite do meu amigo Sommelier Marcelo Marques, fui degustar os vinhos da Casa Marques Pereira. Amei! Não conhecia!

Uma vinícola brasileira, que produz uvas viníferas desde 2004, cuja propriedade no momento não está aberta a visitação (eu quero muito ir quando abrir). Os vinhos são de alta gama e possuem, pelo visto, um potencial de guarda excelente.

Tomei um Cabernet Sauvignon 2007 e um Tannat 2008, ambos Gran Reserva e que exibiram um bouquet de tirar o fôlego. Que vinhos!

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Eu estou sempre disposta a experimentar esses vinhos. Infelizmente, aqui no Rio, alguns custam a chegar e, quando chegam, o valor é bem acima do mercado. Mas, de qualquer forma, reservar um momento para ter esse prazer diferenciado não faz mal a ninguém! Eu mereço um vinho de boutique! 😎😎😎

E vc? Quer dividir comigo como foi a sua experiência com vinhos de Boutique?

joana@joanarangel.com

Abraços!

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